sábado, 3 de dezembro de 2016

José António Matos

 
DE UM CANSAÇO
 
Tensa está a carne e não respira
no silêncio do torso que escurece
e cai, quando a tarde por nós desce.
 
Nos olhos um ruído que transpira,
antes do grito que é preciso e que não cresce.
 
E é quase tudo não, não vale a pena,
que o desejo enfada e, certo dia,
à noite negarei quanto não faço.
 
José António Matos, de seu nome completo, José António Neto e Matos, natural e residente na Figueira da Foz,.
Poema extraído do seu novo livro "QUE VENHAM AS AVES".
 
 

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