terça-feira, 18 de março de 2014

Antologia de Poetas Figueirenses

 
 

A Divisão de Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz apresenta o livro eletrónico  ANTOLOGIA DE POETAS FIGUEIRENSES (1875 – 2013) que decorrerá na próxima quinta-feira,  20 de março, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás.

A sessão contará com a presença do Doutor José Augusto Bernardes, que apresentará a obra, e de elementos da companhia de teatro Páteo das Galinhas, que interpretarão excertos do livro.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Um poema para hoje


Saudades do Brasil em Portugal

O sal das minhas lágrimas de amor
Criou o mar que existe entre nós dois
Para nos unir e separar.
Pudesse eu te dizer
A dor que doi dentro de mim,
Que moi meu coração nesta paixão
Que não tem fim,
Ausência tão cruel,
Saudade tão fatal,
Saudades do Brasil em Portugal.

Meu bem, sempre que ouvires um lamento
Crescer desolador na voz do vento,
Sou eu em solidão pensando em ti,
Chorando todo o tempo que perdi

Vinicius de Moraes. Marcus Vinicius de Moraes de seu nome completo, diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913 onde faleceu em 9 de julho de 1980.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Poema do fim do ano


Refúgio

Se a solidão estrangulasse
Escolheria a roseira como último refúgio.
Talvez não sobrevivesse ao impacto dos espinhos
E as rosas tombassem sobre mim,
Ou o seu viço amortecesse a minha queda.

Ou então,
Rasgariam no meu corpo um insólito epitáfio:
Aqui jaz para quem os sonhos se esfumaram
Ante pesadelos que em teima os superaram.

O futuro é o tributo de quem deliberadamente
Abandonou o passado
E vive num presente envenenado.

 Aníbal José de Matos – Figueira da Foz – Portugal (Dezembro de 2013)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013


sábado, 14 de dezembro de 2013

POESIA

Nota: Alguns problemas de saúde do responsável, têm contribuído para que POESIA não tenha estado muito ativo nos últimos tempos, mas, se Deus quiser, tudo vai voltar à normalidade muito em breve. Grato pela atenção de alguns Amigos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um poema para hoje


No dia dos teus anos

 

 

Silêncio.

Calem-se as gargantas,

Sufoquem os tremores da alvorada.

Deixem nascer o dia,

Deixem florescer a Primavera,

Que o dia dos teus anos seja o dealbar de nova era.

 

Silêncio.

Por um breve instante deixem que se ergam

Bem lá do fundo ou do alto não sei donde

As almas que se reveem no dia dos teus anos

Contemplando o luzir do teu olhar

Ao raiar da flor do teu encanto

 

Silêncio

Por um momento deixem que não ria

Que solenize no teu aniversário

Os primeiros passos duma aurora

Que desponta para uma eternidade

Bordada de mil desejos

 

No dia dos teus anos

Que nasças outra vez para que vivas

A vida que sonhaste.

Sorri agora. Olvida por instantes

As agruras que certamente não mereceste.

A vida talvez mereça ser vivida.
 
Aníbal José de Matos (Figueira da Foz - Portugal)

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um poema para hoje


Diz-me quem és

 

Quem transporta a tua alma
E lhe empresta essa forma opaca
Com que tentas iludir-me
E desprezas com a força
Que vem sei lá de onde?

Quem és tu que eu não conheço
Nem mora no álbum das memórias
Que guardo religiosamente?

 Será que pretendes ser a minha sombra
Para me perseguires incólume
E sacares do sabre como ser inimputável?

 Não sei quem és, mas estou à tua espera!

 
Aníbal José de Matos (Figueira da Foz - Portugal)
 
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