quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

M Ã O S



De mãos vazias

Vou atravessando o tempo
Com estas mãos tão vazias
Como o tempo assim tão frias
Na sombra sem um lamento.
São como aves perdidas
Lutando contra a invernia,
Em amarga melancolia
Contemplando feridas.

Aníbal José de Matos - Figueira da Foz - Portugal (Dezembro de 2011)

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